Melhores jogos de sobrevivência para PC: mais de 65 escolhas, de Valheim a Subnautica
Mais de 65 dos melhores jogos de sobrevivência para PC: apocalipses zumbis, espaço profundo, ilhas desertas, simuladores hardcore e jogos cooperativos de sobrevivência com criação de itens e construção de bases. O gênero é enorme e está cheio de jogos caça-níqueis esquecíveis, então selecionamos apenas aqueles que prendem você por dezenas — ou até centenas — de horas.
Esta seleção tem opções para todos os gostos: simuladores realistas e brutais, em que a morte espreita a cada esquina; sandboxes aconchegantes de criação; jogos de terror tensos; e vastos mundos online. Para cada jogo, contamos se é mais divertido jogar sozinho ou com amigos. Escolha como jogar e sobreviva.
Como você prefere sobreviver?
Melhores jogos de sobrevivência com zumbis
Jogos de sobrevivência em que as principais ameaças são zumbis, saqueadores e recursos cada vez mais escassos. Nos jogos de zumbis, não basta se defender dos mortos-vivos — também é preciso ficar de olho nas outras pessoas, que muitas vezes são muito mais perigosas que os monstros. E, se você quiser encontrar ainda mais mortos-vivos em todos os gêneros, temos uma lista à parte com os melhores jogos de zumbis.
DayZ
Muita gente esquece que DayZ começou como um mod de ArmA 2 — mas fez tanto sucesso que acabou virando um jogo independente. O desenvolvedor Dean Hall criou um mundo pós-apocalíptico devastado por um surto de zumbis. Mesmo assim, o verdadeiro perigo para quem tenta sobreviver não são os mortos-vivos, mas os outros jogadores, prontos para matar você por uma lata de feijão.
É curioso que o jogo ainda tenha tantos problemas, e que, no lançamento, a quantidade deles fosse impressionante. Os jogadores reclamavam do estado técnico, do equilíbrio e das mecânicas mal-acabadas — mas, mesmo sob aquela pilha de defeitos, era impossível não ver o enorme potencial.
No fundo, é um clássico jogo de sobrevivência em mundo aberto: você avança, busca equipamentos melhores, cuida do seu personagem e trata ferimentos que podem surgir até mesmo ao cair de uma escada baixa. Mas há tantas ameaças por toda parte que os jogadores se assustam com qualquer ruído e tentam não fazer barulho. Morreu uma vez? Tudo começa de novo — DayZ não tem salvamento nem reaparecimento. Poucos jogos deixam você tão nervoso ou mergulham tão fundo na atmosfera pós-apocalíptica. Foi justamente por isso que os jogadores aprenderam a gostar dele, defeitos e tudo. E, se isso ainda não for hardcore o bastante, há opções ainda mais difíceis mais adiante nesta lista.
Cooperativo: sim.
Project Zomboid
No mundo de Project Zomboid, um apocalipse zumbi está prestes a começar. A humanidade ainda não entendeu o que está acontecendo, e as casas continuam com água encanada e eletricidade. Mas os mortos-vivos já tomaram uma cidade e estão prestes a eliminar todos os seres humanos do mapa. Para azar do seu herói, ele está bem no epicentro — vai tentar sobreviver o máximo que puder, mas, de um jeito ou de outro, seu destino sombrio é inevitável.
Não é à toa que os desenvolvedores chamam Project Zomboid de «a história da sua morte». O jogo está repleto de mecânicas hardcore, e a dificuldade aumenta sem parar. Para abrir uma lata, você precisa de uma faca especial. A comida estraga rápido se não for guardada na geladeira. Vai descansar? Não se esqueça de fazer cortinas e cobrir as janelas, senão os zumbis vão ver o idiota dormindo e devorá-lo. Cada detalhe importa.
Jogar Project Zomboid no modo cooperativo é uma diversão à parte. Em alguns servidores, os sobreviventes formam facções, entram em guerra entre si e, em geral, criam a própria diversão.
Cooperativo: sim.
Série State of Decay
State of Decay pode parecer, à primeira vista, um sandbox comum de apocalipse zumbi, mas o foco não está nos mortos-vivos — está nas pessoas. Você lidera um pequeno grupo de sobreviventes e precisa melhorar o dia a dia deles, ou pelo menos mantê-lo em um nível razoável. Cada sobrevivente tem atributos como habilidade corpo a corpo, manejo de armas e sobrevivência. Além disso, cada personagem tem vantagens que concedem bônus e traços de personalidade que você precisa levar em conta. Depois de concluir a missão pessoal de um personagem, você também pode «assumir o controle» dele, como se fosse um fantoche.
Seu grupo pode crescer se você atender aos pedidos de ajuda de outros sobreviventes. Também não dá para escapar das incursões em busca de suprimentos, então é preciso decidir quem levar, quem será mais útil numa luta e quem fará mais falta na base.
Em 2015, o jogo ganhou uma versão remasterizada, State of Decay — Year One Survival Edition. Depois, em 2018, chegou State of Decay 2, que adicionou um modo cooperativo. A sequência aprimorou algumas das mecânicas do original e corrigiu muitos dos seus bugs.
Cooperativo: sim.
Dying Light
Jogos de apocalipse zumbi já ficaram batidos há muito tempo e não despertam mais a empolgação de antes. Embora Dying Light explore o mesmo tema de uma cidade infectada, tomada por hordas de mortos-vivos, faz isso muito melhor que seus antecessores. O jogo foi desenvolvido pela Techland, o mesmo estúdio que deu ao mundo o jogo de ação cooperativo com zumbis Dead Island, em que matar zumbis era mais divertido do que nunca. Dying Light herdou seu sistema de combate corpo a corpo, permitindo retalhar os mortos-vivos de praticamente qualquer jeito. Seu grande diferencial, porém, é o parkour: você pode atravessar telhados e outras superfícies em disparada, como um assassino experiente, e fazer isso no cooperativo com amigos é duas vezes mais divertido. O jogo também tem uma história completa.
Ao cumprir tarefas e vasculhar a cidade em busca de suprimentos, você muitas vezes terá de sair por ruas abarrotadas de zumbis. De dia, não precisa temê-los — sozinhos, são bem lentos e viram alvos fáceis.
À noite, tudo muda. Não só todos os zumbis ficam mais rápidos e agressivos, como também aparecem os Volatiles — verdadeiros monstros dos quais é melhor manter distância. Com os suprimentos encontrados pelas ruas, você pode fabricar e combinar várias armas ou trocar sucata inútil por equipamentos mais úteis.
A série ganhou várias sequências que tentaram desenvolver as ideias do original. Nem sempre deram certo, mas, se você quer mesmo se sentir um sobrevivente ágil num mundo de zumbis, vale a pena conferir a série toda — começando pelo primeiro jogo.
Cooperativo: sim.
7 Days to Die
7 Days to Die é um clássico simulador de sobrevivência em meio a um apocalipse zumbi. O jogo só foi lançado oficialmente em 2024, embora estivesse em acesso antecipado desde 2013 — dá até para pensar que os jogadores já teriam perdido o interesse e o enterrado de vez. Mas o projeto continua firme e forte. E 7 Days to Die brilha mesmo no cooperativo. Aliás, também temos uma seleção à parte com os melhores jogos para dois jogadores.
Não há uma história propriamente dita: seu personagem aparece aleatoriamente em um dos biomas e começa a lutar pela sobrevivência. Se der azar, você pode surgir, por exemplo, numa região nevada, onde é perfeitamente possível morrer de frio logo no início ou encontrar um zumbi de gelo de pele grossa que acaba com você em poucos golpes.
Durante o dia, talvez você encontre pequenos grupos de zumbis, mas, à noite, eles são muito mais numerosos — por isso, sua prioridade é construir um abrigo. Você pode até montar uma base subterrânea, escavando túneis de mineração inteiros para extrair recursos. Se os mortos sentirem seu cheiro, vão lançar um ataque total à sua casa e destruí-la aos poucos. Para impedir que atravessem as defesas, você precisa reforçar o abrigo constantemente. Mas a verdadeira diversão começa na sétima noite da sua jornada de sobrevivência: não são apenas os zumbis que vêm atrás de você, mas também outras criaturas horrendas, como garotas mortas, aranhas zumbis e abelhas agressivas.
De tempos em tempos, uma caixa de suprimentos cai em algum lugar do mapa, e você precisa correr até ela antes que o tempo acabe. Quando pegar o jeito da criação de itens, poderá fabricar não só armas e equipamentos, mas também veículos. Vale reforçar que o jogo fica melhor quando você joga no cooperativo.
Cooperativo: sim.
No One Survived
Uma mistura maluca de Valheim, Conan Exiles, DayZ e 7 Days to Die num cenário de apocalipse zumbi. No One Survived não inventa nada de novo, mas reúne com empenho as melhores ideias do gênero: saquear, construir um abrigo, avançar na árvore tecnológica e fabricar bancadas, armas e armaduras. Um mapa enorme, mais de 400 itens, sistemas de água e eletricidade, comerciantes NPC, caça e estações do ano variáveis — tudo isso pode ser ajustado antes de você partir para sobreviver com até cinco amigos.
Cooperativo: sim.
Survival Machine
Um jogo de sobrevivência incomum, no qual sua base fica dentro da carroceria de um enorme caminhão. Além de equipar seu abrigo móvel, você precisa explorar o mundo aberto, resgatar sobreviventes, lutar contra zumbis e aprimorar seu veículo aos poucos — não dá para avançar pela história de Survival Machine sem essas melhorias. Cruzar o apocalipse em um caminhão blindado com mais três jogadores é uma grande aventura.
Cooperativo: sim.
Jogos de sobrevivência realistas e hardcore
Jogos que apostam em mecânicas verossímeis e sistemas de sobrevivência complexos. Você precisa levar em conta doenças, ferimentos, clima, cansaço, temperatura e uma série de outros fatores capazes de transformar até um pequeno erro em algo fatal.
O que mais te atrai em jogos de sobrevivência?
The Long Dark
The Long Dark é um ótimo exemplo de como criar um jogo de sobrevivência atmosférico sem recorrer a zumbis, mutantes, canibais ou outras criaturas fantásticas. Na história, você controla o piloto Will Mackenzie, que cai com seu avião na região selvagem e nevada do Canadá após uma estranha tempestade geomagnética. Preso no Canadá invernal, sem ninguém por quilômetros, Will enfrenta uma luta brutal contra a natureza. Ele precisa colher frutas silvestres, aquecer-se junto à fogueira, fabricar armas de caça, esquartejar animais, costurar roupas e se defender de predadores.
O jogo exige que você preste atenção a inúmeros detalhes: com as roupas molhadas, é fácil congelar e pegar um resfriado; a água precisa ser fervida ou purificada; não dá para acender uma fogueira com vento; as tochas acabam queimando, os fósforos ficam escassos, e uma mochila pesada ou várias camadas de roupa deixam você bem mais lento. Todos esses aspectos fazem de The Long Dark um dos jogos de sobrevivência mais realistas que existem.
Há vários modos. Por exemplo, Wintermute, focado na narrativa; um modo de sobrevivência que funciona como um sandbox completo; e desafios para quem quer testar suas habilidades.
Cooperativo: não.
Green Hell
Green Hell é um dos jogos de sobrevivência na natureza mais minuciosos que existem, criado pelo estúdio polonês Creepy Jar. Você vai parar na floresta amazônica, cara a cara com os perigos da região, onde literalmente qualquer coisa pode matar: uma onça, uma cobra, água contaminada, larvas sob a pele e até a própria mente. O grande destaque do jogo é seu sistema de saúde assustadoramente detalhado: é preciso examinar feridas, tirar sanguessugas, aplicar folhas e fazer curativos, enquanto um medidor separado acompanha a sanidade do personagem — solidão e estresse provocam alucinações.
No início, você não sabe nada sobre a selva e aprende com os próprios erros: o que é seguro comer, como acender uma fogueira e o que ajuda a baixar a febre. Depois vêm a caça, a construção e uma campanha narrativa — e sobreviver ao Green Hell com amigos no cooperativo é bem mais tranquilo.
Cooperativo: sim.
SCUM
Em SCUM , você controla criminosos calejados que tentam conquistar a liberdade participando de um brutal esporte sangrento. A premissa é a seguinte: no futuro, as pessoas se cansaram do futebol e dos programas de TV, então surge um novo programa em que criminosos são deixados numa ilha e precisam sobreviver. Mas ficar escondido no mato não basta — o público detesta um episódio sem graça.
O principal recurso pelo qual você luta em SCUM é o carinho dos espectadores. Quanto maior a popularidade do personagem, mais bônus e contratos de patrocínio ele recebe, o que acaba ajudando a dominar os outros jogadores.
É justo dizer que SCUM também tem muitos pontos fracos. Há bugs por toda parte, atravessar a ilha a pé toma tempo demais, e a necessidade de fazer as necessidades parece exagerada. Ainda assim, o jogo encontrou seu público — e pode ser do seu agrado também, sobretudo se você curte um bom desafio difícil.
Cooperativo: sim.
Icarus
Icarus é mais um jogo de Dean Hall, criador de DayZ. A história se passa num futuro distante, em que a humanidade tentou terraformar o planeta Icarus, mas fracassou. Há água, árvores e animais por lá, mas o ar é venenoso e impróprio para os humanos. Mesmo assim, Icarus revelou ter recursos valiosos, e as corporações enviam todo tipo de aventureiro para extraí-los. Você é um deles.
Em linhas gerais, Icarus é um jogo de sobrevivência tradicional. Você fabrica lanças com galhos e pedras, aquece-se junto à fogueira, alimenta seu personagem com carne, caça lobos e ursos e constrói abrigos para se proteger das tempestades ou descansar até amanhecer. Entre os destaques estão um sistema de progressão que torna seu personagem cada vez mais forte e corajoso, além de uma campanha narrativa.
Icarus é um jogo de sobrevivência competente, embora mereça críticas pela falta de ideias novas, pela otimização ruim e por um cenário mal desenvolvido, no qual humanos do futuro correm pelo planeta usando arcos e clavas. Ainda assim, os fãs do gênero provavelmente não vão se importar.
Cooperativo: sim.
Outward
Outward é uma combinação incomum de RPG e jogo de sobrevivência, em que você não é o herói escolhido, mas uma pessoa comum e azarada, com uma mochila e uma pilha de dívidas. O jogo não pausa nem no inventário; você precisa acender a lanterna manualmente e pode tirar a mochila das costas no meio da luta para se movimentar com mais agilidade. É preciso ficar de olho na fome, na sede, no cansaço, nas infecções e no clima.
A morte aqui não leva a uma tela de Game Over: ela faz parte da história. Você pode ser capturado, tratado por desconhecidos ou arrastado para uma caverna, e a aventura continua em outro lugar. Dá para jogar com outra pessoa, tanto online quanto localmente em tela dividida — algo raro no gênero.
Cooperativo: sim.
The Wild Eight
The Wild Eight é um jogo de sobrevivência isométrico sobre um grupo de sobreviventes de um acidente aéreo, presos nas neves do Alasca. O frio é o principal inimigo: sem fogo e roupas quentes, seu personagem congela antes mesmo de você entender o que está acontecendo. É preciso caçar, coletar recursos, consertar equipamentos e, pelo caminho, desvendar um mistério: o que são aqueles objetos estranhos espalhados pela floresta e quem mais está vagando por ali?
Sobreviver sozinho é difícil, então o jogo realmente ganha vida no cooperativo, quando fica mais fácil dividir as tarefas: uma pessoa caça enquanto outra cuida do acampamento e garante que o fogo não se apague.
Cooperativo: sim.
Road to Vostok
Road to Vostok é um FPS de sobrevivência hardcore para um jogador, ambientado numa zona de fronteira pós-apocalíptica entre a Finlândia e a Rússia. Tudo gira em torno de um realismo sem concessões: tiroteios deliberados, escassez de tudo, gerenciamento cuidadoso do inventário e um preço alto pelos erros — aqui, a morte custa caro. O jogo entrou em acesso antecipado na primavera de 2026 e já chamou a atenção dos fãs de experiências de sobrevivência implacáveis.
Cooperativo: não.
Ancestors: The Humankind Odyssey
Ancestors: The Humankind Odyssey é um jogo de sobrevivência experimental de Patrice Désilets, um dos criadores da série Assassin's Creed. Você controla um clã de primatas na África pré-histórica, milhões de anos atrás, e percorre literalmente o caminho da evolução: explora um mundo perigoso, aprende a fabricar ferramentas, desenvolve o bipedalismo e transmite habilidades aos seus descendentes ao avançar pelas gerações. O jogo quase não explica nada — você precisa descobrir tudo por conta própria, na base da tentativa e do terror — e essa é tanto sua maior qualidade quanto seu maior desafio. Não é para todo mundo, mas a experiência que oferece é realmente única.
Co-op: não.
Jogos de sobrevivência com criação e construção de bases
Um dos estilos mais populares do gênero. Você começa com quase nenhum recurso e, aos poucos, constrói um abrigo, fabrica ferramentas, reúne materiais e transforma uma base modesta em um assentamento completo ou numa fortaleza.
Enshrouded
Enshrouded é um jogo de sobrevivência com toques de RPG de ação, no qual a construção foi aprimorada a ponto de quase se tornar uma ferramenta por si só. Explore um vasto mundo aberto envolto por uma Névoa venenosa, colete recursos em expedições perigosas e construa uma base — de uma cabana modesta a um castelo de pedra colossal. O sistema flexível de terreno permite cavar, esculpir e remodelar a paisagem quase como quiser, abrindo espaço de sobra para projetos arquitetônicos.
Além da construção, há combate completo, progressão, classes e masmorras com chefes. Você pode jogar sozinho, mas os servidores aceitam até 16 pessoas, e grandes construções avançam muito mais rápido em boa companhia.
Co-op: sim.
Valheim
Valheim foi criado por uma modesta equipe de cinco pessoas. Surpreendentemente, o trabalho delas bastou para transformar o jogo em um dos maiores sucessos de 2021. O título ficou no topo das paradas do Steam por meses, chegou a 500.000 jogadores simultâneos e recebeu 95% de avaliações positivas.
É um prazer explorar o mundo de Valheim. Tecnicamente, os ambientes são bastante simples, mas os artistas fizeram um trabalho brilhante com o design e os biomas, tornando o visual um dos principais pontos fortes do jogo. O mesmo vale para as outras mecânicas. Não há tantos golpes de combate, mas enfrentar esqueletos e outras criaturas repugnantes é envolvente — e jogar com um grupo de até dez pessoas torna tudo ainda mais divertido. Não é à toa que o jogo entrou na nossa seleção dos melhores jogos cooperativos.
Valheim também tem uma história: um guerreiro corajoso precisa ajudar Odin a derrotar seres poderosos. É uma trama simples, mas dá um propósito à jogabilidade. Outro destaque do sucesso é o cooperativo: você pode jogar Valheim com até dez pessoas, e cumprir a vontade de Odin é ainda mais divertido nesse formato.
Co-op: sim.
Windrose
Se você já sonhou com a vida de pirata, mas sem a fanfarronice exagerada, Windrose é exatamente o que procura. Você começa sem um tostão, náufrago e com apenas um graveto, uma pedra e uma fogueira. Termina como capitão de uma fragata própria, projetada e armada por você. O jogo não tem pressa. O ciclo clássico de sobrevivência — “coletar recursos → fabricar → construir” — faz sentido aqui: cada ferramenta nova realmente aproxima você do mar, em vez de apenas liberar o próximo item de uma árvore tecnológica. Os chefes são difíceis — não são mero enfeite, mas obstáculos de verdade para os quais é preciso se preparar. O combate se aproxima mais de um jogo Souls do que de um título de sobrevivência típico, dando peso tático a cada confronto.
O mundo é gerado quando você cria uma sessão, então um grupo de dois a quatro jogadores ganha um arquipélago próprio a cada partida. Não há PvP — apenas um inimigo em comum no mundo ao redor e seus habitantes. As batalhas navais giram em torno de posicionamento e salvas de canhão, enquanto os abordagens transformam cada encontro em uma pequena história à parte.
Co-op: sim.
Stranded Deep
Em Stranded Deep, seu personagem sobrevive a um acidente de avião e vai parar numa ilhota no meio do Pacífico. Não conte com um resgate — é melhor não perder tempo e começar a organizar a vida por ali. Se demorar, a fome, a sede ou uma insolação vão acabar com você.
O náufrago tem muito o que fazer. Construa uma horta para garantir comida. Explore outras ilhas, onde há recursos valiosos espalhados. Fabrique uma jangada resistente para percorrer o oceano com conforto. Consiga armas para enfrentar tubarões, cobras e os outros animais selvagens. Em resumo, a lista de tarefas parece não ter fim. A sobrevivência com criação e construção é um universo à parte nos videogames.
É fácil passar muito tempo na criação da Beam Team Games. Há chefes poderosos, um editor de mapas, ilhas sem fim, modo cooperativo e muito mais. Se você procura um bom jogo de sobrevivência com uma grande variedade de mecânicas, vale a pena conferir Stranded Deep.
Co-op: sim.
Raft
Raft é outro jogo de sobrevivência sobre ilhas e um oceano sem fim. Mas, enquanto Stranded Deep pelo menos tenta ser realista, em Raft você pode encontrar uma ilha com um robô mordomo — que vive dando choques no seu personagem e mandando ele se acalmar.
Claro que os protagonistas também enfrentam os problemas típicos. Um tubarão devorador de homens ronda a costa, nunca há materiais suficientes para fabricar itens e os estoques de comida vivem acabando — embora seja possível reabastecê-los, por exemplo, caçando debaixo d’água.
Há muito o que fazer em Raft, e os desenvolvedores se empenharam bastante para acrescentar ainda mais conteúdo. O lançamento oficial aconteceu em 2022, mas o jogo ainda consegue prender a atenção. Se você adora sobreviver em mundos abertos, encontrará várias outras opções neste top.
Co-op: sim.
Rust
Rust percorreu um caminho difícil: começou em 2013 como mais um clone de DayZ em alpha e se transformou num simulador de sobrevivência com identidade própria. O básico segue os padrões do gênero. Você desperta numa ilha pitoresca sem roupa nenhuma (o jogo permite criar um personagem completamente nu), tendo apenas uma pedra e uma tocha. Para não morrer nas garras de predadores ou nas mãos de outros jogadores, será preciso conseguir comida, roupas e armas. Para sobreviver com conforto, você terá de aprimorar sua casa constantemente. O jogo permite construir de tudo, de uma casinha modesta a um arranha-céu absurdo de 506 andares.
Ainda assim, suas ações não têm qualquer restrição. Você pode ser um caçador pacífico, liderar seu próprio assentamento ou se juntar a um clã de assassinos ensandecidos que não deixa ninguém no servidor viver em paz. Antes de começar, saiba que Rust tem uma comunidade extremamente tóxica, então prepare-se para passar por inúmeras situações desagradáveis com outros jogadores. Mas, se jogar com amigos ou encontrar aliados de confiança, com certeza vai se impressionar.
Co-op: sim.
Conan Exiles
A Funcom tentou pela primeira vez criar um MMORPG de sucesso ambientado no universo de Robert E. Howard em 2008, no início de World of Warcraft, com Age of Conan: Hyborian Adventures. Apesar do interesse inicial, os desenvolvedores não conseguiram manter os jogadores por muito tempo no mundo de Conan. Mais tarde, o jogo passou a se chamar Age of Conan: Unchained e adotou o modelo gratuito, mas nessa altura pouca gente ainda se interessava. A tentativa seguinte de lucrar com a fama do bárbaro só veio em 2017, quando Conan Exiles — um simulador de sobrevivência multijogador — entrou em acesso antecipado. Para ser justo com a Funcom, o jogo chegou ao lançamento completo relativamente rápido.
A premissa é simples, como de costume. Você começa a jornada como um indigente sem nome, pregado numa cruz e condenado à morte certa — até que o próprio Conan passa por ali, salva seu personagem com nobreza, faz um discurso grandioso e vai embora, deixando você aprender sozinho o básico da sobrevivência. Como na maioria dos jogos do tipo, é preciso ficar de olho nos medidores de fome e sede, caçar e buscar água de tempos em tempos, adaptar-se ao clima, enfrentar inimigos e não se esquecer de construir e fabricar itens. Mas o jogo também tem elementos únicos. Você pode sacrificar um inimigo aos deuses ou transformá-lo em escravo. Também é possível invocar o avatar de uma divindade escolhida para lutar ao seu lado e controlá-lo por um minuto. E, se quiser jogar sozinho sem encontrar outros jogadores, há um modo offline.
Co-op: sim.
Bellwright
Uma mistura de um jogo clássico de sobrevivência com um RPG de ação no estilo dos primeiros jogos Gothic . Em Bellwright , você desenvolve um assentamento, completa missões, aprimora habilidades e conquista prestígio entre os habitantes locais, enquanto caça e pesca para alimentar a si mesmo e seus companheiros. O principal recurso aqui é o tempo, que está sempre em falta. Por isso, o cooperativo para quatro jogadores acelera bastante as coisas: vocês podem dividir as tarefas do assentamento e as expedições em busca de suprimentos.
Cooperativo: sim.
ASKA
Um jogo de sobrevivência viking em um mundo gerado proceduralmente. Como na maioria dos jogos do gênero, você coleta recursos, fabrica itens e enfrenta monstros, mas o foco principal de ASKA é construir um grande assentamento, com dezenas de habitantes que têm suas próprias necessidades e ocupações. Em espírito, fica entre Valheim e um jogo de construção de cidades, e desenvolver sua aldeia é bem mais divertido em companhia.
Cooperativo: sim.
Dawnlands
Uma opção para quem já terminou Valheim e quer algo parecido. Aqui, você constrói uma casa, cultiva plantas, forja metais e enfrenta inúmeros monstros. Dawnlands tem algumas arestas técnicas, mas pode render muita diversão aos fãs de jogos de sobrevivência hardcore, especialmente em companhia.
Cooperativo: sim.
RuneScape: Dragonwilds
Se você já curtiu Valheim, dê uma olhada em RuneScape: Dragonwilds. O jogo também se passa num cenário medieval, exige que você fabrique equipamentos e construa abrigos, além de enfrentar dragões poderosos com espada e magia. Em teoria, dá para jogar sozinho, mas é no cooperativo que o jogo brilha de verdade.
Cooperativo: sim.
Satisfactory
Um gigantesco simulador cooperativo de construção de fábricas em primeira pessoa, que já saiu do acesso antecipado. Em Satisfactory , você coloniza um planeta alienígena, extrai recursos e ergue fábricas automatizadas colossais, com esteiras, trens e tubulações. A sobrevivência não é hardcore — o foco está na engenharia e na logística —, mas a fauna do planeta é agressiva, e explorar sozinho o enorme mundo aberto leva tempo. O cooperativo é um prazer: enquanto um jogador planeja a logística, outro explora o mapa e coleta materiais raros.
Cooperativo: sim.
BitCraft Online
Um MMO sandbox com uma característica central: a possibilidade de transformar o mundo do jogo como você quiser. Além de construir sua própria cidade, você pode aplainar montanhas, abrir leitos de rios, escavar túneis e muito mais. A terraformação em BitCraft Online exige recursos, que você obtém explorando locais, minerando minerais e fabricando itens. É uma boa opção para quem se interessa por projetos com mecânicas incomuns e pelo desenvolvimento cooperativo de assentamentos.
Cooperativo: sim.
Abiotic Factor
Uma mistura de jogo de sobrevivência e tiro em primeira pessoa, ambientada em um laboratório subterrâneo. Monstros saem de portais, os equipamentos falham e agentes especiais tentam encobrir o desastre. Pela história e pelo cenário, Abiotic Factor lembra o primeiro Half-Life, mas foi concebido como um jogo cooperativo de sobrevivência: além dos tiroteios, há progressão de habilidades e um sistema avançado de criação. Descobrir o que aconteceu — e arranjar algo para o jantar de seis pessoas — ao lado de seus colegas cientistas é uma diversão à parte.
Cooperativo: sim.
Jogos de sobrevivência em mundo aberto
Jogos de sobrevivência que se destacam por seus mundos fora do comum: em vez das tradicionais florestas e ilhas, a ação pode acontecer em outros planetas, nas profundezas do oceano ou em reinos fantásticos e estranhos. Os melhores jogos de mundo aberto vão encantar quem adora viajar e sente o espírito de um pioneiro explorando terras desconhecidas.
Quão hardcore você gosta?
ARK: Survival Ascended
ARK: Survival Ascended é uma nova versão do cultuado jogo de sobrevivência com dinossauros, recriado na Unreal Engine 5. A premissa continua a mesma: você chega à praia, nu, numa ilha repleta de dinossauros de todos os tipos e, desde a primeira noite junto à fogueira, vai avançando até domar um tiranossauro e construir uma base futurista para seu clã. Répteis diferentes ajudam a coletar recursos, transportar cargas e guerrear, e não dá para ignorar a fome, a sede e o clima sem correr perigo: em ARK, é muito fácil morrer por qualquer coisinha.
A principal diferença em relação ao original está nos visuais, bem mais bonitos, e nas mecânicas reformuladas, que fizeram até veteranos voltarem ao jogo. Se você queria retornar à ilha dos dinossauros, mas os gráficos antigos não convenciam, eis o melhor motivo para fazê-lo.
Cooperativo: sim.
Grounded
A Obsidian é conhecida por excelentes RPGs, como Star Wars: Knights of the Old Republic 2, Neverwinter Nights 2, Fallout: New Vegas, Pillars of Eternity e tantos outros. Com Grounded, porém, o estúdio provou que também sabe muito bem fazer jogos de sobrevivência.
A história acompanha crianças que foram reduzidas ao tamanho de insetos. Agora, a grama se ergue como uma casa de três andares, e as formigas chegam à altura da cintura. Será que os jovens conseguirão construir uma vida e aprender a sobreviver num mundo cheio de criaturas rastejantes? Embora seja possível fazer amizade com insetos como as formigas, aranhas ferozes destroçam o grupo inteiro sem pensar duas vezes.
O cenário se tornou o grande destaque da criação da Obsidian. Os jogadores estão acostumados a ver seus personagens beberem de garrafas e rios, mas coletar orvalho das folhas de grama é uma ideia original. Além disso, Grounded tem ambientes belíssimos, texturas de qualidade e biomas variados. Infelizmente, o jogo pode ser criticado pela quantidade de bugs, mas isso não muda o principal: o projeto ficou excelente. Se você está cansado de sobreviver em florestas e desertos, vale a pena conferir Grounded.
Cooperativo: sim.
Dune: Awakening
Dune: Awakening , da Funcom, leva a sobrevivência para Arrakis, onde a água vale mais que ouro e sair para as dunas durante o dia é praticamente uma sentença de morte. Este é um grande MMO de sobrevivência: você coleta especiaria, constrói abrigos, cria equipamentos e aprende a ler o deserto — porque a vibração dos seus passos atrai um verme da areia para fora das dunas, e não há como fugir dele. As facções estão em conflito constante por recursos e território, então sobreviver sozinho está longe de ser uma opção. Os desenvolvedores claramente amam a obra original: a atmosfera dos romances de Frank Herbert e dos filmes de Denis Villeneuve está presente em cada tempestade.
Cooperativo: sim.
Atomfall
Atomfall é um jogo de ação e sobrevivência da britânica Rebellion (estúdio responsável pela série Sniper Elite), ambientado numa Inglaterra pós-nuclear. A ação se passa no Lake District, vários anos após um acidente na usina nuclear de Windscale, que existe na vida real, e este "Fallout britânico" é habitado por mutantes, cultistas, saqueadores e robôs. Além da saúde, você precisa ficar de olho na frequência cardíaca: ela dispara quando você corre, atira e luta corpo a corpo, e, à medida que aumenta, sua precisão e audição diminuem. É possível explorar o mundo aberto por diferentes caminhos e desvendar o mistério do que aconteceu na ordem que preferir. O jogo deve agradar a quem terminou os Fallout modernos e está à espera de algo novo na mesma linha.
Cooperativo: não.
Grounded 2
Uma sequência do querido jogo de sobrevivência sobre adolescentes do tamanho de insetos. Em Grounded 2 , você explora um parque perigoso repleto de insetos agressivos, cria itens, coleta água e constrói uma base. Entre as novidades está a possibilidade de domar formigas e usá-las como montaria. Sobreviver no "imenso" quintal com três amigos e enfrentar aranhas gigantes é especialmente divertido.
Cooperativo: sim.
Smalland: Survive the Wilds
Outro jogo de sobrevivência num micromundo, mas com um tom mais de conto de fadas que Grounded. Em Smalland , você sobrevive entre árvores da altura de folhas de grama e lagos formados por poças, doma insetos e encontra fadas e criaturas mágicas. As estações mudam, assim como o clima, afetando a jogabilidade; também há construção de bases e modo cooperativo para até 10 pessoas. A atmosfera é mais mágica, e os gráficos, mais realistas.
Cooperativo: sim.
Aloft
A principal proposta de Aloft é voar entre ilhas flutuantes no céu. Você pode transformar uma delas numa base e, mais tarde, numa "embarcação" voadora para explorar o mundo aberto. Como jogo de sobrevivência, Aloft é tranquilo: não há fome nem sede, e a comida concede bônus temporários. O resultado é uma experiência meditativa — você percorre biomas, coleta recursos e combate um fungo que está envenenando as ilhas. Assim como Sea of Thieves, o jogo fica melhor no modo cooperativo.
Cooperativo: sim.
Cubic Odyssey
Com suas localidades cúbicas, Cubic Odyssey lembra Minecraft. Você explora um mundo aberto, coleta recursos, cria armas e enfrenta inimigos locais, contando com aeronaves para se locomover pelas vastas áreas. Explorar o mundo gerado proceduralmente e construir uma base é mais divertido no cooperativo para quatro jogadores.
Cooperativo: sim.
Once Human
Once Human é um MMO de sobrevivência gratuito, ambientado num mundo pós-apocalíptico infectado por uma substância anômala, onde as pessoas são caçadas por criaturas aterrorizantes chamadas Deviations. Você explora um enorme mundo aberto, constrói uma base, cria equipamentos e desenvolve seu personagem. Os servidores oferecem bastante conteúdo PvE cooperativo e PvP. O cenário de terror incomum é um dos atrativos, assim como o fato de ser possível experimentar o jogo de graça.
Cooperativo: sim.
Pacific Drive
Pacific Drive é um jogo de sobrevivência incomum, que coloca você ao volante de uma perua na anômala Zona de Exclusão Olímpica. Seu carro é tanto seu abrigo quanto sua principal ferramenta: você precisa consertá-lo, aprimorá-lo e cuidar dele enquanto atravessa áreas repletas de anomalias em expedições das quais nem sempre se volta. O carro guarda as marcas dos danos, desenvolve uma "personalidade", e você acaba se afeiçoando a ele como se estivesse vivo. Uma abordagem original para o gênero.
Cooperativo: não.
V Rising
V Rising é um jogo de sobrevivência com visão isométrica em que você controla um vampiro que desperta de um longo sono. Você acorda fraco e faminto, mas, no fim, estará construindo um castelo gótico e aterrorizando toda a região. O sangue é o recurso principal: restaura a saúde e desbloqueia habilidades poderosas. Como cada inimigo tem um tipo e uma qualidade de sangue próprios, é preciso caçar vítimas que valham a pena. A luz do sol é mortal durante o dia, então você precisa planejar suas saídas. Os chefes são adversários únicos e têm nome; derrotá-los concede novas habilidades ao seu herói. A sueca Stunlock Studios incluiu tanto o cooperativo com clãs quanto o PvP, com cercos aos castelos de outros jogadores, para que você possa jogar em paz ou partir para uma guerra total.
Cooperativo: sim.
Sobrevivência no espaço e em outros planetas
Um ramo à parte do gênero é a sobrevivência além da Terra: em planetas sem vida, no espaço aberto ou no fundo de um oceano alienígena. Oxigênio, pressão e flora e fauna desconhecidas acrescentam uma nova camada de perigos às mecânicas já conhecidas. Fãs de ficção científica espacial também podem se interessar pela nossa lista dos melhores jogos de PC com histórias ambientadas no espaço .
Astroneer
Astroneer é um sandbox espacial colorido com elementos de simulador de sobrevivência, que se destaca pela apresentação e pelas mecânicas de jogo. Um de seus principais diferenciais é o cenário espacial. Desta vez, você não começará sua aventura em lugares batidos, como uma ilha, uma floresta ou uma cidade. Na história, sua nave cai num planeta desconhecido. Para sobreviver, será preciso transformar gradualmente um módulo de suporte à vida numa base completa, com fonte de energia, veículos e laboratórios.
É claro que tudo isso exige materiais, que podem ser encontrados no planeta. Seu arsenal inclui um dispositivo de coleta de recursos que permite terraformar o planeta à vontade e chegar aos lugares mais inacessíveis. E, quando isso deixar de ser novidade, você pode partir para uma estrela vizinha, com suas próprias peculiaridades e materiais únicos. Ao contrário de outros jogos em que a sobrevivência é o objetivo principal, Astroneer tem um ritmo bem mais tranquilo. O importante é ficar de olho no nível de oxigênio, enquanto você mergulha na atmosfera meditativa do jogo, sozinho ou com amigos.
Cooperativo: sim.
Starbound
Starbound é um jogo sandbox ambientado no espaço. Fugindo de um grande mal, o protagonista deixa sua casa, mas acaba sofrendo um desastre num planeta alienígena. Como de costume, você começa sem suprimentos. E vai precisar muito deles para consertar sua nave — e simplesmente não morrer de fome.
Você terá de adotar a rotina de um explorador sobrevivente: procurar comida e materiais, criar os itens necessários e explorar o planeta de ponta a ponta. Ou pode acompanhar a história sozinho (não é nada demais, mas está lá). Outra opção é juntar combustível suficiente, consertar a nave e partir para explorar a galáxia, onde cada planeta é acessível e tem algo de único. O jogo oferece uma enorme variedade de possibilidades e atividades.
Cooperativo: sim.
Subnautica
Muitos jogos de sobrevivência mergulham o jogador numa atmosfera sombria e tensa, em que a sensação de perigo constante nunca desaparece — só aumenta. Subnautica é uma daquelas raras obras do gênero cujos criadores não tiveram medo de trocar os tons escuros por cores vivas e vibrantes, criando um mundo onde você quer não apenas sobreviver, mas também viver, explorando as profundezas do oceano. A história se passa no século XXII. Seu empregador manda você construir portais de salto. Mas sua nave espacial cai em um planeta alienígena, e você mal consegue chegar a tempo a uma cápsula de fuga. Vale destacar que a história não termina nessa premissa simples — ela é, na verdade, muito boa. E, graças ao cenário incomum, os elementos conhecidos dos jogos de sobrevivência ganham um ar novo e interessante.
Além da fome e da sede, o suprimento de oxigênio é fundamental, e você precisa levá-lo em conta ao mergulhar no mundo subaquático. O sistema de criação é bastante complexo. Se seu personagem não consegue suportar a pressão prolongada nas profundezas do oceano, você pode construir desde equipamento de mergulho até um submarino completo ou uma base independente. Mas tome cuidado: as águas estão cheias de predadores ansiosos para devorar você.
Para não passar fome, você terá de pescar e cozinhar peixes constantemente ou comer plantas que podem ser coletadas tanto em terra quanto debaixo d'água. O mais importante é não se esquecer de escanear tudo ao seu redor. Isso desbloqueia novas propriedades dos itens e acesso a projetos de fabricação.
Cooperativo: não.
Subnautica 2
Subnautica 2 não abandona a fórmula do original, mas a expande: um novo oceano alienígena, criaturas desconhecidas, tecnologias inéditas e, pela primeira vez na série, modo cooperativo para explorar as profundezas com outra pessoa. Mas, mesmo em dupla, ainda é o mesmo Subnautica: você desce com cautela cada vez mais fundo, constrói bases subaquáticas, conta os segundos de oxigênio e se assusta sempre que a silhueta de outro gigante surge da escuridão, no limite do alcance do seu holofote. Para quem passou centenas de horas no primeiro jogo, a sequência entrega exatamente o que queria: mais oceano e mais medo do abismo.
Cooperativo: sim.
No Man's Sky
No Man's Sky é um dos fracassos mais notórios dos últimos anos. O jogo, que prometia ser a aventura espacial perfeita, estourou como uma bolha de sabão: era bonito, mas assustadoramente vazio. A onda de ódio contra os desenvolvedores da Hello Games e Sean Murray em particular teria derrubado qualquer um. Mas os criadores fizeram algo extraordinário. Em vez de se desculparem sem parar, simplesmente arregaçaram as mangas. Cada novo patch e atualização, distribuídos gratuitamente aos donos do jogo, transformaram o projeto por completo. Hoje, No Man's Sky tem praticamente tudo o que se possa imaginar.
Você surge em um planeta gerado aleatoriamente, com o equipamento quebrado e a nave espacial também fora de serviço. Agora, precisa consertar tudo, do visor e da multiferramenta à própria nave. Depois disso, pode partir para explorar o universo.
Dependendo da temperatura na superfície de um planeta, você terá de gastar recursos para manter um sistema de refrigeração ou aquecimento. Ao pousar em outra estrela, pode se deparar com uma tempestade ácida ou de areia, capaz de comprometer seriamente a integridade da sua nave. E, se cansar de coletar recursos sem parar, pode partir para a missão principal ou fazer outra coisa completamente diferente. Há atividades para todos os gostos.
No Man's Sky já não é o jogo que era no lançamento. Os desenvolvedores continuam trabalhando duro para aprimorar o mundo e lançando grandes atualizações. Talvez não exista hoje jogo de sobrevivência espacial melhor — nem sequer de escala comparável. Não é à toa que No Man's Sky aparece com frequência nas listas dos melhores jogos de mundo aberto.
Cooperativo: sim.
The Planet Crafter
The Planet Crafter é um jogo de sobrevivência sobre transformar um planeta morto em um lugar habitável, sozinho ou com amigos. No início, você luta para continuar vivo: controla os níveis de oxigênio, água e comida enquanto coleta recursos entre penhascos desolados. Depois, instala as primeiras máquinas, que aumentam a temperatura e a pressão e enriquecem o ar; aos poucos, passo a passo, o planeta ganha vida diante dos seus olhos. Surgem nuvens, depois chuva, lagos, grama e, por fim, animais. Poder tirar a máscara de oxigênio pela primeira vez é o melhor momento do jogo. A francesa Miju Games criou um ciclo de jogo surpreendentemente viciante, que faz você querer ver a terraformação até o fim só para testemunhar o resultado.
Cooperativo: sim.
The Solus Project
The Solus Project é um jogo de sobrevivência para um jogador, ambientado em um planeta alienígena após um naufrágio espacial, em que você acaba sendo a última esperança dos remanescentes da humanidade. Além da fome, da sede e da temperatura — o clima é implacável, com calor escaldante, tempestades mortais e tornados —, o jogo dá destaque à exploração: você desce por cavernas, percorre ruínas antigas e percebe aos poucos que o planeta não é nem de longe tão desabitado quanto parecia. A atmosfera de solidão e mistério crescente prende você tanto quanto as mecânicas de sobrevivência.
Cooperativo: não.
Breathedge
Breathedge é um jogo de sobrevivência espacial desenvolvido pela RedRuins Softworks. A história acompanha um sujeito comum que transporta os restos mortais do avô para o funeral, até que um acidente põe seus planos a perder. Agora, ele precisa sobreviver com pouco oxigênio e poucos recursos. O grande diferencial de Breathedge é o humor. O herói conta com a ajuda de uma galinha imortal, hamsters falecidos, canções folclóricas russas sobre barbas e uma IA cheia de falhas. Nem todas as piadas funcionam, é claro, mas algumas acertam em cheio e fazem você rir alto. Os desenvolvedores encheram o jogo de referências. Em uma estação abandonada, você pode encontrar um Xenomorfo, viajar pelo espaço a bordo da "Normandy" e, em meio à sucata, achar um cartucho de Tomb Raider em que a charmosa Lara foi substituída por um homem barbudo.
De resto, você fará as atividades habituais do gênero: monitorar recursos e indicadores, como os medidores de fome e oxigênio; coletar materiais para montar uma base; e fabricar equipamentos que facilitam a exploração espacial.
Infelizmente, os desenvolvedores não conseguiram manter o mesmo nível de qualidade ao longo do jogo. Perto do final, o humor perde a graça, a jogabilidade fica repetitiva e o espírito de exploração e sobrevivência desaparece. Ainda assim, nada disso impede Breathedge de deixar uma impressão agradável.
Cooperativo: não.
Jogos de sobrevivência com elementos de terror
Jogos em que a atmosfera tensa e a sensação de perigo constante têm papel central. Nesta seção, reunimos os melhores jogos de terror.
Qual configuração é a mais divertida para sobreviver?
The Forest
O que pode ser pior do que sofrer um acidente de avião? Só cair em uma floresta habitada por canibais que parecem parentes distantes dos mutantes de Quadrilha de Sádicos! The Forest combina com habilidade um simulador de sobrevivência com elementos de jogos de terror.
Na história, você e seu filho sofrem um acidente de avião. Ao recobrar a consciência no meio da floresta, você descobre que um homem estranho levou seu filho para um destino desconhecido. E tem coisa pior: uma tribo de canibais mutantes está à espreita por perto, sedenta por sangue. Antes de salvar seu filho, você terá de aprender a sobreviver.
O ciclo de dia e noite tem um papel importante em The Forest. Durante o dia, você explora a floresta, caça, coleta comida e constrói um abrigo. De vez em quando, percebe os canibais observando você. Eles não são muito ativos durante o dia. Mas, à noite, ficam mais ousados e começam uma caçada sangrenta. O melhor é esperar o amanhecer em casa, depois de reforçar o abrigo e preparar armadilhas. E seus inimigos não são simples bonecos sem inteligência: não é nada fácil matá-los. A história não está ali só de enfeite. É uma campanha completa, com dois finais; e, se jogar sozinho ficar entediante, há um modo cooperativo.
Cooperativo: sim.
Sons of the Forest
Sons of the Forest é a sequência do cultuado The Forest, da Endnight Games, e em quase todos os aspectos é maior e mais brutal que o original. Você está novamente numa ilha infestada de canibais e mutantes horripilantes, mas agora o mundo é maior, os inimigos são mais espertos e a construção é mais flexível: você pode erguer casas praticamente como quiser. A mudança das estações tem um impacto muito maior, pois no inverno há menos comida e os canibais ficam mais agressivos. A principal novidade é Kelvin, um companheiro que cumpre suas ordens por escrito e é de grande ajuda no modo solo. E, com amigos de verdade no cooperativo, a ilha deixa de ser um pesadelo e vira uma aventura.
Cooperativo: sim.
Darkwood
Darkwood é mais um exemplo de como combinar sobrevivência e terror — e faz isso brilhantemente. As cenas muito escuras, os gráficos não tão modernos e a perspectiva isométrica podem afastar alguns jogadores, mas tudo funciona muito bem para criar a atmosfera.
Você joga como um médico que desperta em Darkwood, uma região rural da Polônia assolada por uma epidemia misteriosa. O restante da história precisa ser desvendado aos poucos. Darkwood aproveita os elementos clássicos dos jogos de sobrevivência. Há, por exemplo, um ciclo de dia e noite: durante o dia, você precisa explorar a região, procurar suprimentos e consertar e aprimorar seu abrigo e seus itens numa bancada; à noite, deve barricadar as portas e torcer para que nenhum monstro ou fantasma entre na casa. Seu personagem também pode desbloquear novas habilidades, mas, para isso, será preciso preparar injeções especiais com os ingredientes certos.
Os criadores capricharam tanto na atmosfera quanto no cenário, então chamar o jogo de "terror" não é mero rótulo — e não se trata apenas dos monstros. Você pode, por exemplo, encontrar uma igrejinha cercada por fantasmas sussurrantes ou deparar com um lugar repleto de corpos humanos. E, quanto mais fundo você avança na floresta, mais frequentes ficam esses episódios, mergulhando você numa verdadeira atmosfera de loucura.
Cooperativo: não.
Pathologic 2
Pathologic 2 é um remake do cultuado Pathologic , do estúdio Ice-Pick Lodge. Os desenvolvedores o descrevem como um "simulador de sobrevivência em meio a uma epidemia". A situação na cidade infectada de Gorkhon é tão desesperadora que sobreviver — ou até mesmo preservar a própria humanidade — será extremamente difícil.
Esse último aspecto, aliás, tornou-se o tema central do jogo. Seu herói terá de escolher o tempo todo entre salvar os habitantes da cidade e proteger a própria pele. Às vezes, roubar ou até matar será a única forma de sobreviver mais um dia. Morrer, porém, não é uma opção: se isso acontecer, a praga certamente consumirá a cidade. E o protagonista também tem muitos outros problemas. Seu pai e outro cidadão influente morreram em circunstâncias misteriosas, e os moradores suspeitam que você seja o culpado. Além disso, algo sobrenatural está acontecendo na cidade, e os personagens principais claramente escondem segredos terríveis. Desvendar esses mistérios não será fácil.
É difícil recomendar Pathologic 2 para todo mundo. A atmosfera é bastante peculiar, as mecânicas de sobrevivência são extremamente exigentes e boa parte da jogabilidade consiste em percorrer a cidade. Mas, se você mergulhar no espírito do jogo, vai sentir emoções que poucos títulos conseguem proporcionar.
Cooperativo: não.
Sunless Sea
Um jogo com uma atmosfera que remete às histórias de H.P. Lovecraft. Sunless Sea é uma mistura peculiar de jogo de sobrevivência e livro interativo. Há bastante texto, mas ele é tão bem escrito que até quem não gosta de ler vai se envolver. O pano de fundo também é incomum. No século XIX, a rainha da Inglaterra entregou Londres a um mundo subterrâneo, onde a cidade e todos os seus habitantes residem agora.
Como capitão de uma embarcação, você pode transportar mercadorias, reunir informações valiosas, cumprir missões ou simplesmente explorar as sombrias vastidões do submundo, descobrindo novas ilhas e se metendo em situações inusitadas. O mais importante é não descuidar da logística: sem comida, sua tripulação recorrerá ao canibalismo — e, se você a levar à loucura, pode acabar enfrentando um motim.
Cooperativo: não.
RailGods of Hysterra
Um jogo de sobrevivência ambientado no universo de H.P. Lovecraft. Você controla um trem monstruoso e viaja por mundos habitados pelos servos de Cthulhu e outras criaturas aterrorizantes. RailGods of Hysterra está em acesso antecipado e recebe atualizações diretamente ligadas às obras famosas do escritor — como "The Shadow over Innsmouth". Transformar seu trem numa base móvel e enfrentar horrores lovecraftianos é ainda melhor em equipe, com até cinco jogadores.
Cooperativo: sim.
Jogos de sobrevivência com gestão de colônias e grupos
Nesses jogos, você é responsável não por um único herói, mas por um grupo inteiro de pessoas ou por uma colônia. É preciso distribuir recursos, desenvolver sua base, levar em conta a personalidade dos personagens e tomar decisões capazes de afetar o destino de toda a comunidade.
This War of Mine
This War of Mine é um daqueles raros jogos de guerra que não se concentram nos acontecimentos na linha de frente, mas no cotidiano de pessoas comuns que tiveram o azar de viver numa cidade devastada pelos combates. A história trata menos de sobrevivência do que das escolhas morais que você terá de fazer todos os dias. Não há propriamente uma situação inicial elaborada: apenas uma casa parcialmente abandonada e três personagens obrigados a viver nela. Agora, o destino deles está em suas mãos.
Cada personagem tem uma personalidade própria, que molda suas habilidades, seus medos e seus desejos. Você não pode ignorar as necessidades dos protagonistas: quanto menos satisfação e tranquilidade sentirem, mais afundarão na depressão. Isso afeta diretamente seu desempenho. O jogo se divide entre dia e noite. Durante o dia, você cuida da casa e fabrica os objetos e ferramentas necessários. Às vezes, novas pessoas vão querer se juntar ao grupo, o que significa que você precisará de mais suprimentos — e nem sempre será fácil consegui-los.
Os recursos necessários para levar uma vida normal precisam ser encontrados à noite. Seus personagens partem para casas vizinhas, onde vivem pessoas como eles, ou organizam incursões a um hospital ou armazém, lugares que geralmente estão cheios de inimigos. E um protagonista — só é permitido enviar um por missão — pode não voltar de uma dessas expedições. Nesse caso, o ânimo dos demais despenca. Seja descuidado e você pode perder todo mundo. Mas, se seus personagens sobreviverem por um determinado número de dias, verá um final que revela o destino deles depois da guerra.
O jogo é cheio de nuances.
Cooperativo: não.
RimWorld
Um jogo de ficção científica sobre sobrevivência espacial incrivelmente bem elaborado. Na história, você lidera um pequeno grupo de colonos cuja nave caiu num planeta desconhecido. O principal diferencial é o narrador: uma inteligência artificial que gera vários acontecimentos no mundo do jogo. Há três opções de IA. Uma se concentra na construção e no desenvolvimento tranquilo da colônia, outra é totalmente imprevisível e a terceira é um meio-termo, ideal para iniciantes.
Em RimWorld , você terá de pensar não só em reunir suprimentos, aprimorar sua base, repelir ataques de piratas e sobreviver a um inverno rigoroso, mas também cuidar bem dos seus colonos. Eles podem morrer não apenas nas mãos de um inimigo, mas também adoecer, ser envenenados ou se ferir. Cada um tem uma história e traços de personalidade próprios, que podem torná-lo útil ou causar problemas. Um piromaníaco ocioso, por exemplo, pode perder a cabeça num momento de tristeza e incendiar a base. Se conseguir acompanhar todos esses detalhes, com o tempo você construirá uma civilização poderosa, conquistando o planeta e todas as suas riquezas.
Cooperativo: não.
Frostpunk
Frostpunk é um jogo de estratégia steampunk implacável sobre sobreviver a um inverno eterno. Criado pelos responsáveis por This War of Mine, o jogo volta a colocar o jogador diante de vários dilemas morais. Há diversos cenários que influenciam a história, além de um modo de sobrevivência para os jogadores mais corajosos e experientes.
Na história, no século XIX, os britânicos descobrem o poder do vapor, dando início a uma onda de invenções antes impossíveis, como próteses funcionais e robôs. É nesse período que uma catástrofe congela o planeta. Os sobreviventes de todo o mundo organizam expedições ao Ártico, onde há grandes quantidades de minerais e geradores. Em meio ao inverno eterno, você terá de construir um abrigo para seu povo.
O assentamento tem um gerador que produz calor capaz de salvar vidas. Ele é, em essência, o coração da sua cidade, seu principal recurso. Para manter o abrigo funcionando, você precisa de carvão e de vários outros suprimentos. Um dos recursos do jogo é a queda gradual da temperatura ao seu redor. Se, no primeiro dia, seus colonos juntaram tranquilamente os recursos espalhados pela região e só precisaram se aquecer perto do gerador, entre o 10º e o 15º dia, quando a temperatura bate todos os recordes de anormalidade, os recursos já começam a escassear e as pessoas estão prestes a reclamar. Não dá para jogar Frostpunk apenas como um construtor de cidades. O jogo apresenta regularmente dilemas difíceis. Vale a pena recorrer ao trabalho infantil? É possível experimentar tratamentos em trabalhadores doentes?
Co-op: não.
Frostpunk 2
Frostpunk 2 é a sequência do implacável jogo de estratégia e sobrevivência no permafrost, desenvolvido pela 11 bit studios. Trinta anos se passaram desde o Grande Gelo: o carvão já não salva ninguém e está sendo substituído pelo petróleo, enquanto a cidade — agora transformada em metrópole — virou um foco de disputas políticas. Se o primeiro jogo era sobre sobreviver ao frio, a sequência trata de administrar uma sociedade fragmentada, cujas facções estão prontas para se atacar, e em que qualquer decisão sua vai enfurecer alguém. A escala cresceu: agora, em vez de edifícios individuais, você administra distritos inteiros, e os dilemas morais ficaram ainda mais incômodos. O jogo tem média em torno de 85 no Metacritic e, depois de uma série de atualizações, sua avaliação no Steam subiu de 81% para 89%.
Co-op: não.
Kenshi
Kenshi é um gigantesco sandbox implacável que o estúdio britânico Lo-Fi Games desenvolveu praticamente sozinho ao longo de muitos anos. Não há história, herói escolhido nem níveis: suas habilidades melhoram conforme você pratica, e é possível começar como um mendigo desarmado que acaba vendido como escravo logo no primeiro confronto. Você controla não um único personagem, mas um esquadrão inteiro: recruta pessoas, constrói uma base, comercia, enfrenta bandidos e traficantes de escravos ou se torna o terror das terras devastadas. Perdeu um braço ou uma perna em combate? Coloque uma prótese e siga em frente. O grande trunfo de Kenshi é a liberdade absoluta e um mundo vivo que não se importa nem um pouco com você.
Co-op: não.
Sandboxes de sobrevivência: Minecraft, Terraria e mais
Sandboxes clássicos que combinam sobrevivência com criação e criatividade quase ilimitadas: reúna recursos, construa o que quiser e decida por conta própria o que fazer em um vasto mundo aberto.
O que mais te estressa em jogos de sobrevivência?
Palworld
Palworld foi a maior surpresa de 2024 e um dos lançamentos mais estrondosos da história do Steam: "Pokémon com armas" atraiu 25 milhões de jogadores no primeiro mês. A fórmula mistura com ousadia vários gêneros: você explora um mundo aberto, captura criaturas chamadas Pals e depois as usa tanto em combate quanto como mão de obra — os Pals cortam madeira, extraem minério, cozinham e forjam itens na sua base, enquanto você cuida da sobrevivência, da criação de itens e da exploração de masmorras com chefes. Ao mesmo tempo, também é preciso cuidar do herói: fome, vigor e temperatura continuam sendo importantes.
No início, muita gente tratou o projeto como uma piada, mas por trás da embalagem irreverente havia um jogo de sobrevivência surpreendentemente profundo e viciante. Em 10 de julho de 2026, Palworld sairá do acesso antecipado e terá seu lançamento completo, na versão 1.0 — um ótimo motivo para começar a jogar.
Co-op: sim.
Don't Starve
Apesar da idade avançada, Don't Starve se destaca entre os primeiros jogos de sobrevivência, a maioria dos quais eram sandboxes genéricos que cansavam depois de 3 a 5 horas. Este jogo é bem mais interessante. Para começar, ele tem uma história: Wilson é um cientista azarado, isolado em sua cabana no meio da floresta. Tudo muda quando uma voz no rádio o convence a construir um mecanismo que o transporta para outro mundo. É aí que a exploração começa.
No jogo, você encontrará muitas coisas estranhas, como abelhas assassinas, pássaros caolhos e homens-porcos agressivos que protegem seus assentamentos de forasteiros com unhas e dentes. Todos eles — e não só eles — terão prazer em mandá-lo para o outro mundo. O perigo não vem apenas das criaturas bizarras ao seu redor, mas também da sanidade frágil de Wilson, que pode abandoná-lo no pior momento possível. Se isso acontecer, você não voltará à vida: terá de começar tudo de novo. Para sobreviver nesse mundo hostil, será preciso coletar galhos, plantas e pedrinhas e, com eles, fabricar as ferramentas necessárias e organizar sua rotina.
A noite é especialmente perigosa. Novos monstros surgem na escuridão, e a única forma de escapar deles é acender uma fogueira ou uma tocha.
O jogo recebeu três DLCs: Reign of Giants, Shipwrecked e Hamlet, que adicionam novos elementos, além de uma versão completa para co-op, Don't Starve Together.
Co-op: não.
Minecraft
Um jogo lançado há muitos anos que dispensa apresentações. Sua popularidade é tão imensa que, até hoje, mais de 300 milhões de cópias de Minecraft foram vendidas no mundo todo. Hollywood também aproveita o sucesso do nome e já lançou um filme baseado nele.
Antes de tudo, Minecraft é conhecido como o jogo de construção perfeito, no qual você pode criar construções incríveis. Para quem não tem vontade de criar, mas gosta de emoção, há o modo "Sobrevivência". Você encara as tarefas de sempre: coletar materiais, procurar comida e construir um abrigo e os itens necessários. À noite, os zumbis e creepers da região aparecem com as melhores intenções.
Nessas horas, não se esqueça das possibilidades que Minecraft oferece. Nada impede você de construir uma verdadeira fortaleza para atacar os inimigos de cima ou montar um campo minado de verdade, onde uma horda de monstros encontrará seu descanso eterno.
Quando seu personagem subir de nível e ficar forte o bastante, você poderá explorar sem medo os cantos mais distantes do mundo e até enfrentar inimigos especialmente perigosos, como o Guardião Ancestral. E, se começar a ficar entediado, construa um portal e parta para conquistar o Nether. Minecraft aceita uma enorme quantidade de mods feitos por fãs, que permitem fazer de tudo: de uma invasão de tomates assassinos a uma viagem para encenar "Perdido em Marte". Tudo depende da sua imaginação.
Co-op: sim.
Terraria
Ao ver pela primeira vez as imagens de Terraria, muita gente vai chamá-lo de clone de Minecraft com gráficos 2D — e estará completamente enganada. É o caso clássico em que não se deve julgar um livro pela capa. A aventura começa com seu personagem surgindo em um mundo gerado aleatoriamente, com apenas alguns itens para ajudá-lo a sobreviver aos primeiros momentos.
Para não passar as noites tentando afastar monstros, você precisará de um abrigo minimamente confiável, e, para isso, terá de encontrar materiais e fabricar itens. Além de montar sua própria casa, vale a pena construir moradias para NPCs, que aparecem quando certas condições são cumpridas e vendem vários produtos. A criação de itens é mais simples do que em Minecraft, e faz sentido: Terraria dá menos ênfase à construção e à fabricação e mais ao combate e à sobrevivência.
A parte mais interessante do jogo começa quando você descobre os sistemas de cavernas nas profundezas subterrâneas. Lá, é possível encontrar tesouros e enfrentar novos inimigos interessantes. Como o mundo é gerado aleatoriamente, cada caverna é única, então você pode passar horas explorando as profundezas em busca de aventuras e materiais úteis para fabricar equipamentos novos.
Co-op: sim.
Don't Starve Together
A versão co-op do cultuado Don't Starve , com seu estilo característico, sombrio e cartunesco. Os jogadores exploram um mundo gerado proceduralmente, enfrentam criaturas bizarras, coletam recursos, fabricam equipamentos e mantêm seus heróis alimentados. Quanto mais tempo a equipe sobrevive nesse mundo hostil, mais ele tenta acabar com todos. Don't Starve Together tem cerca de 170 mil avaliações no Steam, 96% delas positivas — uma verdadeira joia entre os jogos de sobrevivência em co-op.
Co-op: sim.
Perguntas frequentes (FAQ)
Qual é o melhor jogo de sobrevivência para iniciantes no PC?
Valheim e Subnautica são ótimos para começar: ambos têm progressão clara, um belo mundo aberto e penalidades de morte que não são muito severas. Valheim também é excelente em co-op.
Há bons jogos de sobrevivência em co-op para PC?
Sim, vários. As melhores opções para jogar com amigos são Valheim, 7 Days to Die, Project Zomboid, Raft e No Man's Sky. Cada um tem suas próprias mecânicas de sobrevivência cooperativa e construção de bases.
Quais são os jogos de sobrevivência mais hardcore para PC?
Os mais desafiadores em termos de mecânicas são The Long Dark, Project Zomboid e Pathologic 2. Neles, qualquer erro pode custar a vida do seu personagem, e recomeçar faz parte da experiência.
Quais jogos de sobrevivência têm criação de itens e construção?
É um subgênero inteiro: Rust, Valheim, Conan Exiles, 7 Days to Die, Stranded Deep e Raft oferecem sistemas completos de criação de itens e construção de bases, desde um pequeno abrigo até uma fortaleza fortificada.
Quais jogos de sobrevivência para PC podem ser jogados solo?
The Long Dark, Subnautica, The Forest, Green Hell, Darkwood e No Man's Sky funcionam igualmente bem no modo solo. Cada um tem uma história completa ou conteúdo suficiente para muitas horas de jogo individual.
Quais jogos de sobrevivência novos foram lançados em 2025-2026?
Entre os lançamentos recentes que vale a pena experimentar estão Palworld (lançamento completo da versão 1.0 em 10 de julho de 2026), Enshrouded, Frostpunk 2, Atomfall, Grounded 2, Aloft e RuneScape: Dragonwilds. O gênero continua crescendo, então atualizamos esta lista regularmente.
Há jogos de sobrevivência ambientados no espaço e em outros planetas?
Para sobreviver no espaço e em mundos alienígenas, experimente Subnautica e Subnautica 2 (debaixo d'água), No Man's Sky, Astroneer, The Planet Crafter, Breathedge e Starbound. Cada um tem uma proposta própria, desde terraformar um planeta morto até explorar uma galáxia sem limites.
Quais são os jogos de sobrevivência mais realistas?
The Long Dark, Green Hell, SCUM e Project Zomboid são os que levam o realismo mais a sério. Neles, é preciso monitorar a temperatura, doenças, ferimentos, o frescor dos alimentos e uma dúzia de outros detalhes — qualquer erro pode custar sua vida.
E, para terminar, vamos conversar: que outros jogos merecem entrar no nosso top? Escreva nos comentários!
O que mais jogar?
O gênero de sobrevivência é enorme, e muitos títulos excelentes ficaram de fora deste top — especialmente entre os indies que por pouco não entraram na lista, mas rendem tranquilamente dezenas de horas de jogo. Aqui vão alguns deles:
Vintage Story é um jogo de sobrevivência profundo e hardcore, no espírito de Minecraft, só que muito mais severo e realista: geologia fiel, processamento de minérios, estações do ano que mudam, culinária baseada em receitas e uma atmosfera sombria do início da Idade Média. Recomendado para quem acha até Minecraft simples demais.
Sunkenland é um pós-apocalipse no estilo de Waterworld: o oceano inundou o planeta, e você constrói uma base sobre palafitas, mergulha em busca de recursos em edifícios submersos e repele ataques de piratas. É algo como Raft, mas com foco em combate e controle de território.
Soulmask é um jogo de sobrevivência na selva com uma mecânica incomum de máscaras que concedem habilidades especiais, além da possibilidade de recrutar NPCs para sua tribo. Eles trabalham sozinhos na base. Um indie surpreendentemente grandioso, com domesticação de animais, criação de itens e construção.
E, se você prefere sobreviver em grupo, confira também nosso top separado dos melhores jogos cooperativos para PC — há muitas opções de sobrevivência para duas pessoas ou mais. E, claro, conte nos comentários qual jogo de sobrevivência deixamos de fora por engano: as melhores sugestões dos leitores entram no top na próxima atualização.
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