<--String start-->Prévia de Mad King Redemption. Um jogo de luta com ambições roguelike
Quando os desenvolvedores da Secret Mission Games falaram sobre Mad King Redemption, eles apontaram duas fontes de inspiração muito diferentes: clássicos arcades de luta como Golden Axe e roguelikes modernos com sistemas de progressão profundos, como Hades. Em teoria, isso soa muito atraente. Na prática, porém, o jogo realmente cumpre apenas a primeira promessa — ainda está longe da profundidade de progressão dos roguelikes atuais.
Plataforma: PC (Intel Core i5-9400F, AMD Radeon RX 6600, 16 GB RAM);
Tempo para completar: 15 horas.
Requisitos do sistema:
Mínimo: Intel Core i5-6600, 3.3 GHz ou AMD Ryzen 5 1600, 3.2 GHz, NVIDIA GeForce GTX 1050 ou AMD RX 560 (3 GB VRAM com suporte ao Shader Model 5.0), 16 GB RAM;
Recomendado: Intel Core i7-9700, 3.6 GHz ou AMD Ryzen 5 3600, 3.6 GHz, NVIDIA GeForce GTX 2060 ou AMD Radeon RX 5700 (6 GB VRAM), 32 GB RAM.
O Rei Louco e Sua História
A trama aqui é uma ambientação, não uma força motriz. O rei tentou ressuscitar sua rainha morta usando magia proibida, perdeu o controle sobre as forças da vida e da morte, e perdeu a cabeça no processo. Agora ele governa seu reino caído de um mosteiro proibido, enquanto quatro heróis com passados sombrios partem para pará-lo. Curto e simples.
Derrotar um chefe imediatamente te manda de volta ao acampamento — sem diálogo, sem cena de corte. A atmosfera, pelo menos, é bem trabalhada: o tom sombrio permeia tudo, desde o design dos inimigos até a animação de morte, que pode ver seu herói decapitado bem na tela de game over. Nada de leveza falsa aqui. Se esse tipo de estética é sua praia, não deixe de conferir nossa lista dos jogos mais brutais e sanguinolentos.
Four Sinners
Cada um dos quatro heróis possui seu ataque especial e habilidade única. No começo, o Warlock costuma liderar o grupo — sua habilidade especial restaura a saúde, permitindo que você inicie cada luta com HP completo. Mas assim que você compra a habilidade passiva de regeneração, essa vantagem desaparece.
O destaque dos quatro é o Swordmaster. Sua habilidade especial — um bloqueio — impede qualquer dano vindo de frente e, mais importante, evita o empurrão para trás. Isso significa que ele não cai da arena, e pode até bloquear ataques de chefes. Seu ataque especial também cobre uma área ampla e permite que ele continue se movendo enquanto o usa. Nenhum dos outros heróis tem algo parecido.
Atacar, Morrer, Repetir
O sistema de combate é bem elaborado. Os inimigos forçam você a ficar atento e reagir rapidamente — clicar de forma aleatória não te levará longe. Cada personagem tem três ferramentas de combate: um ataque básico, um movimento especial e uma habilidade única que define seu estilo de jogo. Juntos, esses três elementos determinam o ritmo da luta: o ataque básico mantém a pressão, o movimento especial permite um golpe forte ou cura, e a habilidade única é o “gancho” que faz você escolher aquele herói em particular.

No início de cada rodada, e novamente após limpar uma sala, você é oferecido a escolha de um dos feitiços de corrupção do Mad King. Usar um desses feitiços preenche gradualmente a barra de Corrupção; uma vez cheia, seu personagem fica temporariamente mais forte, mas fica atordoado e perde defesa. É uma mecânica realmente arriscada que te mantém na ponta da cadeira no começo. E se você gosta de jogos que fazem você sofrer e lutam de verdade, não perca nossa lista dos jogos mais difíceis.
Algumas salas têm um monstro montado que você pode encontrar dormindo. Pule nele, e você pode montar ao redor da arena mordendo inimigos. É um detalhe pequeno, mas que surpreendentemente refresca o ritmo e te dá uma pausa.
Existem dois chefes em Acesso Antecipado, um por masmorra. O Necromante, por exemplo, é completamente invulnerável durante suas sequências de ataque, e quanto menor sua saúde fica, mais longas essas sequências se tornam. Uma mecânica simples, mas eficaz — ela impede que você apenas segure um botão e espere acabar.
Dito isso, o combate tem um problema de equilíbrio sistêmico. No começo, o jogo é notavelmente difícil e você morre muitas vezes. Compre a habilidade passiva de regeneração de HP, porém, e tudo muda drasticamente: seu personagem se cura completamente entre as lutas, e mortes por dano comum praticamente desaparecem. Isso também anula toda a jogada do Warlock — sua habilidade especial também restaura a saúde, mas uma vez que todo herói pode fazer isso, o propósito dela desaparece, e o Warlock acaba sendo o mais fraco dos quatro.
Ainda assim, nas versões iniciais, a grande maioria das mortes não vinha de inimigos, mas de cair fora da arena. Os desenvolvedores ouviram o feedback dos jogadores e, em um dos primeiros patches, reformularam completamente essa mecânica. Cair em um abismo ou ácido não termina mais sua rodada. Em vez disso, seu personagem reaparece no ponto de verificação mais próximo, perdendo alguma saúde no processo. O jogo agora é consideravelmente mais indulgente com erros de posicionamento, e um dash muito próximo à borda não é mais uma sentença de morte — apenas uma quantidade de HP perdida.
Um Roguelike Sem a Parte Roguelike
Agora, vamos às fraquezas de Mad King Redemption. Entre as rodadas, você gasta o ouro que encontrou em dois vendedores: um vende habilidades passivas, e você os visita regularmente; o outro vende armaduras e armas de arremesso, e geralmente fica lá sem uso. Armaduras são mais fáceis de encontrar durante uma rodada, e armas de arremesso têm uso bastante questionável.
Os feitiços do Dark King parecem variados à primeira vista. Mas você não pode evoluí-los ou modificá-los — a única maneira de fortalecê-los é uma habilidade passiva que aumenta o dano de todos os feitiços de uma vez. Depois de uma dúzia de rodadas, quando você os experimentou todos, percebe que alguns têm caixas de colisão desajeitadas: atingem de um lado, ou deixam lacunas na cobertura. No final, você sempre acaba escolhendo os mesmos dois ou três feitiços — aqueles que cobrem toda a área ao redor do personagem ou bem na sua frente.
Em Hades, cada corrida parecia única graças às bênçãos, que mudavam a forma como você jogava. Não há nada assim aqui. As salas do calabouço são sempre idênticas — a sala com o elevador, por exemplo, parece exatamente a mesma toda vez, apenas a ordem delas muda. Depois de algumas tentativas, você terá cada sala memorizada.
Uma corrida completa leva de 30 a 50 minutos, dependendo de quão preparado você está e de quão acostumado ao combate local você se tornou, embora, é claro, você muitas vezes morra antes de chegar ao chefe.
O que o Mad King Redemption precisa para se tornar um ótimo roguelike?
Retro, Darkness, and Bugs
A arte em pixel é bem feita e cria uma atmosfera retrô sem cair na nostalgia açucarada. O tom sombrio é consistente ao longo de toda a experiência — desde as silhuetas dos inimigos até as paletas de cores dos locais. As animações são simples, mas agradáveis, e combinam com um jogo que foi deliberadamente estilizado como clássicos retro. A música funciona bem para o gênero: as faixas de combate são energéticas e definem o ritmo certo. Cada uma das duas localizações tem suas próprias composições, assim como o chefe. A trilha sonora não é especialmente memorável, mas cumpre seu papel como um pano de fundo sólido.
Os bugs são raros, mas dolorosos: inimigos às vezes ficam presos na geometria ou sobrevivem ao cair da arena, bloqueando seu progresso. Os desenvolvedores estão ativamente trabalhando em correções, e até o momento da escrita, vários bugs que impediam o progresso já haviam sido corrigidos. Ainda não há muito conteúdo — dois calabouços, dois chefes, cerca de 15 salas no total.
A equipe da Secret Mission Games até publicou um roteiro: as adições planejadas incluem mais heróis e um sistema de progressão reformulado que conecta objetivos, itens e habilidades em uma única estrutura. Se tudo acontecer como planejado, o ciclo de uma corrida para outra deve ficar muito mais substancial.
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Mad King Redemption é uma estreia simpática de um estúdio que claramente ama o gênero e entende como um beat 'em up deve se sentir. O combate funciona, a atmosfera é bem conduzida, e a arte em pixel é agradável aos olhos. Mas há uma sensação de vazio entre as rodadas, exatamente onde um roguelike precisa ter substância (mais sobre o gênero: Melhores Jogos Roguelike). No momento, o jogo pode ser recomendado para fãs do gênero e amantes do estilo retrô. Todo o resto é melhor esperar pelo lançamento completo, ou pelo menos por uma versão mais desenvolvida do jogo.
O que você acha da tendência atual de roguelike incorporar elementos de outros gêneros?


