Google reduz em 40 vezes os erros do processador quântico Willow em teste com estados mágicos
O Google Quantum AI afirma que seu experimento mais recente com o Willow representa um passo rumo a computações quânticas mais confiáveis. Os pesquisadores demonstraram que conseguiam preparar e filtrar "estados mágicos" com taxas de erro muito menores do que antes. O estudo, publicado na Science, usou um processo de cultivo em etapas no processador supercondutor, em vez de produzir um lote grande de uma só vez.
Os estados mágicos aprovados apresentaram fidelidade declarada de 99,99%, mas apenas cerca de 8% das tentativas passaram pelas verificações dos pesquisadores. As tentativas com erros detectados foram descartadas, e a equipe recomeçou.
Os pesquisadores transferiram estados cultivados de um código de cores de distância 3 para um código de superfície de distância 5, testando como eles transitavam entre dois esquemas de correção de erros. O experimento usou no máximo 54 dos 105 qubits do Willow.
O trabalho também enfrentou desafios de medição: mudanças de temperatura no laboratório e variações nos equipamentos elétricos interferiram nos resultados. A equipe aprimorou o monitoramento do sistema e desenvolveu um novo método para avaliar o processo de cultivo.
O experimento ainda não permite determinar quantos recursos essa abordagem poderia economizar em um sistema maior. O Google planeja testar o cultivo de estados mágicos em maior escala.
A taxa de erro informada também continua muito acima do nível considerado necessário para fatorar o RSA-2048: essa estimativa exige erros nos estados mágicos cerca de um milhão de vezes menores do que os alcançados no experimento.
O que tornaria esse resultado convincente como avanço prático: uma taxa de aprovação maior, um teste em maior escala ou uma estimativa mais clara da economia de recursos?
